• Legenda: Fachada da Casa Alvão, na Rua de Santa Catarina, no Porto<p> Créditos: ©https://www.comerciocomhistoria.gov.pt/listings/casa-alvao-3393/
    Legenda: Fachada da Casa Alvão, na Rua de Santa Catarina, no Porto

    Créditos: ©https://www.comerciocomhistoria.gov.pt/listings/casa-alvao-3393/

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Nome completo:
Fotografia Alvão
Nota Biográfica:
A casa Fotografia Alvão foi fundada em 1901 por Domingos Alvão, sendo inaugurada a 2 de Janeiro de 1902, na Rua de Santa Catarina, nº 100, na cidade do Porto, onde funcionara a Photo-Velo-Club. A Fotografia Alvão teve dois grandes mestres-fotógrafos, Domingos Alvão (1869-1946) e Álvaro Cardoso Azevedo (1894-1967). Domingos Alvão começou a trabalhar muito novo para a Casa Biel, já então na Rua do Bolhão. Depois de ter passado um breve período de estágio em Madrid, entrou, na viragem do século, como operador-gerente, para o também conhecido estabelecimento na Rua de Santa Catarina, nº 100, do capitalista Leopoldo Cyrne, o Photo-Velo Clube, e habituou os portuenses às suas fotografias de artistas, senhoras e homens da sociedade que captava no Teatro Príncipe Real ou nos salões do burgo, expondo-as vitrinas da Tabacaria Africana, ao cimo da Rua de 31 de Janeiro. Dirigia, além da Escola Practica de Photographia do Photo-Velo Club o boletim "Revista Mensal Illustrada – Photografia, pintura e bicicleta. Em 1914 o Mestre Domingos Alvão entregou a Álvaro Azevedo a gerência da sua casa e em 1921, deu-lhe o direito de interessado na Fotografia Alvão e, no final de 1924, com 55 anos, Domingos Alvão fez o registo notarial da alteração da firma e passou a chamar-se Casa Alvão e Companhia, em sociedade com o seu discípulo e companheiro de trabalho desde 1906, Álvaro Cardoso de Azevedo. Em 1937 Álvaro Cardoso Azevedo torna-se o único proprietário, mantendo a sua propriedade até 1967, como Alvão & Cª, Sucessor. Nos últimos anos, dada a sua avançada idade e doença, Álvaro Azevedo dá sociedade ao seu fiel funcionário Fernandes, passando a empresa a chamar-se Fotografia Alvão - Azevedo & Fernandes, Lda, tendo sido vendida nos finais do anos 60, logo após a sua morte em 1969. A empresa continuou a laborar sob a égide do Fernandes pelo menos até 1972. Em 1901, participou, na Exposição Internacional de Leipzig e, em 1907, recebeu um Diploma de Mérito no Concurso Mundial de Fotografia Artística e Científica em Turim, Itália, que tinha o patrocínio da Princesa Maria Letícia de Saboia. As imagens que enviou ao concurso em Leipzig e Turim faziam parte de uma recolha de cerca de 700 clichés a que ele dedicava parte do seu tempo; tratava-se de fotografias sobre paisagens e costumes do Minho e Douro Litoral, encenadas de forma a corresponderem aos objetivos artísticos do pictorialismo. Com a série Quadros da Paisagem Artística e Costumes Portugueses, concorreu e expôs em mostras, no Porto, Lisboa, Panamá, etc., iniciando a sua enorme série de prémios nacionais e internacionais. As fotografias da Fotografia Alvão eram muitas vezes procuradas para representarem o país nas paredes das embaixadas no estrangeiro. Domingos Alvão ganhou um Diploma de Honra e uma medalha de ouro na Exposição Nacional das Artes Gráficas, na Imprensa Nacional, em Lisboa, 1913. Em 1914 fez a sua primeira grande exposição, com cerca de 100 imagens. O êxito é tal que a repetiu em Lisboa, no Salão da Illustração Portugueza, d❜ O Século, desta vez com cerca de 200 fotografias. A Fotografia Alvão continuou a ganhar prémios, em 1915 o Grand Prix na Exposição Universal de 1915 (Panama–Pacific International Exposition) realizada em São Francisco; a medalha de prata da Exposição de Artes Gráficas de Leipzig, na Exposição Nacional de Fotografia de Novembro/Dezembro de 1916, da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, promovida pela revista Arte Photographica, em 1917, Lisboa; na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em 1923 na Exposição Internacional de Centenário da Independência do Brasil, no Rio com fotografia colorida; em 1925 a medalha de ouro da Exposição Nacional de Fotografia, realizada nos Armazéns Grandela. Colaborou com as revistas Illustração, Gazeta das Aldeias, Arte Photographica, Portugal, Revista Internacional Vida doméstica, Renascença, Stella, Panorama, Mundo Gráfico, HP, O Volante, Shell News, Portugal d❜Aquém e Além Mar, Latina. Foram publicadas imagens suas em coleções de postais, em álbuns das mesmas temáticas. Assim como fizeram parte de encomendas comerciais de empresas e particulares. No que diz respeito aos retratos, a sua casa fotográfica, era uma garantia para se obter uma boa fotografia. A casa Alvão era contactada por diversas entidades para a realização de vários trabalhos fotográficos, como é o caso do Instituto do Vinho do Porto, que em 1933, solicitou os seus serviços para o levantamento geral do território do Douro, trabalhos relativos à produção, transporte, engarrafamento e exportação do Vinho do Porto, que fez com que Álvaro Azevedo se deslocasse ao Douro em diversas ocasiões quer acompanhado pelo seu operador Cosme quer pela família. Na mesma época surgiram ainda outras encomendas de grandes empresas como a Empresa Fabril do Norte, Empresa Industrial de Santo Tirso, Azevedo Soares e C.ª, Fábrica de Tecidos Lionesa, entre outras, ou encomendas de Câmaras Municipais, Centrais Elétricas, Hospitais, Instituto Nacional do Trabalho e Previdência, etc., assinadas pela casa Alvão & C.ª. Em 1934, a empresa Alvão e Companhia recebeu o levantamento fotográfico da 1.ª Exposição Colonial realizada no Palácio de Cristal, no Porto, na qual tinha um stand na Avenida das Tílias, temporariamente chamada Avenida da Índia. A Alvão e Companhia recebeu o Diploma de Cooperação, atribuído pelo ministro das Colónias, Armindo Monteiro, e Henrique Galvão, comissário da exposição. A 5 de Outubro de 1935 o Presidente da República, General Carmona conferiu a Domingos Alvão, o grau de cavaleiro da Ordem Militar de Cristo. Alvão passou a usar a condecoração nas fotografias identitárias. Ainda no ano de 1935, receberam a medalha de ouro do III Salón de Fotografia Artística de Málaga, promovido pela Associación Libré de Artistas, com uma fotografia de Álvaro Azevedo, sob o título "Uma prece", tirada na igreja de S. Francisco; ganharam idêntica medalha no certame de Málaga do ano seguinte, com "Sentinela Adormecida". Concorreram também em 1936 à Exposição Nacional e Concurso de Fotografias, iniciativa d❜O Século, e ganharam o 1º prémio com a imagem "Paisagem da Lousã", o 2º com Convento dos Jerónimos e receberam ainda uma menção honrosa pelo conjunto de imagens. Os últimos trabalhos para o Governo do Estado Novo foram as fotografias feitas na grande iniciativa de propaganda do Estado Novo, a Exposição do Mundo Português, em 1940, em Lisboa. Domingos Alvão, nos últimos anos de vida vivia na Areosa, na estrada da Circunvalação, com as filhas Coríntia Irene e Maria Virgínia. Faleceu a 20 de Novembro de 1946, de cancro pulmonar, o que o obrigou a praticamente não sair de casa nos últimos meses de vida. Foi sepultado no cemitério da Lapa. Todos os jornais da cidade lhe dedicaram palavras de louvor. Álvaro Cardoso de Azevedo a quem o Governo Português, no ano de 1947, concedeu o Grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo, faleceu a 23 de novembro de 1967, com 73 anos de idade, após uma doença prolongada. Álvaro Azevedo manteve sempre a sua obra fotográfica associada à marca "Alvão".
Coleção Museu do Douro
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MD/M-2959.02 - Laboratório da 1ª Divisão do IVP

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